Neste artigo (6 partes)
Resumo em 30 segundos
- A Secult Goiás lançou dois editais do Fundo Setorial do Audiovisual, com R$ 30 milhões no total.
- R$ 29 milhões vão para produção de longas-metragens e obras seriadas. R$ 1 milhão vai para comercialização em cinemas.
- A produtora precisa ter sede em Goiás há pelo menos quatro anos e registro na Ancine. A distribuidora precisa de dois anos de sede.
- As inscrições começam em 8 de outubro de 2026, pelo Sistema BARU 2.0, com acesso pelo Portal Expresso Goiás.
- Para gravar Reels, institucional ou podcast, o edital não é o caminho. Quem precisa gravar agora conta com a locação por hora.
Goiás vai investir R$ 30 milhões em audiovisual, em dois editais do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), geridos pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás). O dinheiro é para filmes e séries. Quem grava anúncio, Reels ou vídeo institucional fica de fora, e este texto explica por quê, edital por edital.
O que os editais pagam
São dois editais. O primeiro destina R$ 29 milhões à produção de longas-metragens e obras seriadas, ou seja, filmes e produtos em episódios. O segundo destina R$ 1 milhão à comercialização de longas-metragens em salas de cinema, isto é, ao trabalho de levar o filme ao público. A cobertura da Rádio Bandeirantes Goiânia, do Diário de Goiás e do Jornal Goiás traz os mesmos valores, publicados entre o fim de setembro e o início de outubro de 2026.

Os recursos vêm do FSA, um fundo federal criado para financiar o cinema e o audiovisual brasileiros. A iniciativa tem parceria do Ministério da Cultura, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ou seja, o estado administra o dinheiro, mas o recurso nasce de uma política nacional.
Quem pode participar
As regras são rígidas de propósito. No edital de produção, a empresa precisa ser uma produtora brasileira independente, sediada em Goiás há pelo menos quatro anos e registrada na Ancine. No edital de comercialização, a distribuidora precisa ser independente, registrada na Ancine e sediada em Goiás há pelo menos dois anos.
Na prática, uma empresa com equipe e equipamento, mas sem o tempo de sede em Goiás ou sem o registro na Ancine, não entra no edital. Ter bons profissionais não basta. O edital pede histórico e registro formal, e isso pesa mais do que o tamanho da estrutura.
Datas e como inscrever
- As inscrições começam em 8 de outubro de 2026.
- Edital de produção: até 30 de novembro de 2026, às 18h.
- Edital de comercialização: até 1º de dezembro de 2026, às 18h.
A inscrição é feita no Sistema BARU 2.0, com usuário e senha do Portal Expresso Goiás. Antes de se inscrever, leia o regulamento completo na Secult Goiás. Prazo e documentos valem mais do que qualquer resumo, este incluso.
Vai gravar ou fotografar?Três estúdios no 17º andar do Aquarius Center, a partir de R$ 120 a hora.
Ver horários no WhatsAppComo ler um edital sem se perder
Quem pensa em se inscrever deve fazer quatro checagens antes de abrir o sistema. Primeiro, a sede: a empresa está em Goiás há quanto tempo, com comprovação? Segundo, o registro: a Ancine exige cadastro formal da produtora ou distribuidora. Terceiro, o tipo de obra: o edital fala de longa e de série, e um vídeo de empresa não entra nessa categoria. Quarto, o prazo: a data limite tem horário marcado, 18h em cada edital, e vale conferir o fuso e o tempo de envio com antecedência.
Se qualquer uma dessas checagens falhar, o caminho é outro, e não adianta forçar a inscrição.
E para quem grava conteúdo em Goiânia?
Para a maior parte das empresas, o edital não é caminho. Vídeo para Reels, institucional, podcast e foto de produto são trabalhos de outro tipo. Eles são contratados como serviço, não como projeto de cinema. A notícia não liga o edital a preço, agenda ou oferta de estúdio em Goiânia, então não dá para afirmar que ele mude o que você paga para gravar.
O que a notícia mostra é outra coisa: o estado está colocando recurso público no audiovisual local. Vale acompanhar também o projeto de lei em tramitação que quer profissionalizar o criador de conteúdo em Goiás. Veja o que muda com essa lei.
Onde a gravação entra agora
Quem precisa gravar sem esperar edital tem uma saída imediata: a locação por hora. Os três estúdios da Aliar Estúdios ficam no 17º andar do Edifício Aquarius Center, no Setor Bueno, com ciclorama branco, cenário colorido e apoio de recepção. Veja como funciona o aluguel por hora.
Edital e locação resolvem problemas diferentes. Um financia obra de longa duração, com prazo de anos entre o projeto e a tela. A outra entrega a sala pronta para a gravação de hoje, com horário marcado e equipamento disponível.
Para quem trabalha com audiovisual em Goiânia, a leitura prática é simples: acompanhar as datas de inscrição e checar os requisitos antes de gastar tempo com uma candidatura. Se a empresa não cumpre os critérios, o melhor uso da semana é gravar o conteúdo que o cliente precisa agora.
Fontes
- Diário de Goiás: Goiás lança editais de R$ 30 milhões para produção e comercialização de obras audiovisuais (01/10/2026)diariodegoias.com.br
- Rádio Bandeirantes Goiânia: Goiás lança editais de R$ 30 milhões para o setor audiovisual (01/10/2026)radiobandeirantesgoiania.com.br
- Jornal Goiás: Editais destinam R$ 30 milhões para o setor audiovisual em Goiás (30/09/2026)www1.jornalgoias.com.br
Informações conferidas em 03/10/2026. Fotos: Nirvana Studios / Custom Circus, via Wikimedia Commons (CC BY 4.0); Aoaassis, via Wikimedia Commons (Domínio público).
Três estúdios de foto e vídeo no 17º andar do Ed. Aquarius Center, Setor Bueno, Goiânia. Locação por hora para fotógrafos, produtoras e empresas.
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