Neste artigo (5 partes)
Resumo em 30 segundos
- Google lançou o Pics em setembro de 2026, editor de foto por comando de texto, dentro do Workspace.
- O brasileiro assiste a vídeo online 4 horas por dia em média, e esse mercado deve mover US$ 14,4 bilhões até 2029.
- 91% das empresas já usam vídeo como ferramenta de marketing, segundo a Wyzowl.
- O Instagram testa desde abril de 2026 um feed que dá prioridade aos Reels no lugar de fotos soltas.
- A IA edita a imagem que já existe. Luz, áudio e captação continuam sendo trabalho de gente, num estúdio de verdade.
No dia 24 de setembro de 2026, o Google confirmou a chegada do Pics, uma ferramenta de edição de imagem por inteligência artificial integrada ao Workspace. O usuário descreve em texto o que quer mudar numa foto, e a IA faz. Some objeto, troca fundo, ajusta cor, traduz texto dentro da imagem.
A notícia interessa direto a quem vive de foto, vídeo e conteúdo. Mas o ponto que menos aparece nas manchetes é o mais importante pra quem produz: a IA edita o que já foi fotografado ou gravado. Ela não substitui a luz, o ângulo e a captação de verdade.
O que é o Google Pics
Segundo o Techtudo, o Pics permite selecionar um objeto específico da fotografia e pedir que ele seja movido, redimensionado ou transformado, além de alterar e traduzir textos dentro de imagens, com edição em múltiplas etapas e colaboração em tempo real. A ferramenta está disponível para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, e para clientes elegíveis do Google Workspace.
É um concorrente direto do Canva e do Adobe Express, mas com uma diferença de proposta: em vez de montar a partir de modelos prontos, o Pics parte de uma imagem existente e a transforma por comando de voz ou texto.
Por que isso importa pra quem cria conteúdo
A chegada de mais uma IA de edição acontece dentro de um mercado que já estava em alta. Segundo o Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026, citado pela Forbes Brasil, o brasileiro passa em média 4 horas por dia assistindo vídeo online, e esse mercado deve movimentar US$ 14,4 bilhões até 2029. O relatório State of Video Marketing 2026, da Wyzowl, mostra que 91% das empresas já usam vídeo como ferramenta de marketing. E o Fundo Setorial do Audiovisual do governo federal prevê cerca de R$ 1,4 bilhão para a cadeia produtiva brasileira só em 2026.
Mais empresa produzindo vídeo, mais ferramenta de edição por IA no mercado. As duas coisas crescem juntas, e isso empurra o padrão de qualidade pra cima. Foto borrada e áudio ruim ficam mais fáceis de notar quando o concorrente ao lado edita rápido e bem.
O Instagram também apostou no vídeo
Essa mesma pressão aparece nas redes sociais. Desde abril de 2026, o Instagram testa no Brasil um novo formato de página inicial que dá quase toda a prioridade aos Reels, deixando fotos soltas em abas secundárias. Segundo o Techtudo, a plataforma justifica a mudança com dados internos de que o vídeo curto concentra a maior parte do engajamento.
Vídeo curto deixou de ser tendência pra virar regra, segundo reportagem do Techtudo sobre o teste do Instagram no Brasil.
Pra quem posta só foto de banco de imagem ou vídeo gravado no susto, isso é ruim. Pra quem já grava com cuidado, é oportunidade: o algoritmo está entregando mais espaço pra quem investe em vídeo.
Vai gravar ou fotografar?Três estúdios no 17º andar do Aquarius Center, a partir de R$ 120 a hora.
Ver horários no WhatsAppO que a IA edita, e o que ela não faz
O Google Pics, o Canva e qualquer outra IA de imagem trabalham em cima de um arquivo que alguém já capturou. Se a foto original tem luz ruim, still sem definição ou um cenário que não combina com a marca, a IA consegue disfarçar até certo ponto, mas não recria luz de estúdio, nem o enquadramento de quem sabe onde parar a câmera.

Vídeo tem o mesmo problema, e mais um: áudio. Nenhuma IA de edição de imagem resolve um áudio gravado com eco ou vento. Isso se resolve com microfone, tratamento acústico e alguém que sabe operar o equipamento, no momento da gravação.
Como usar isso a seu favor em Goiânia
O caminho que mais rende pra pequena e média empresa é somar as duas pontas, não escolher uma.
- Capture bem primeiro. Uma sessão de foto ou vídeo num espaço com luz e som controlados já reduz o trabalho de edição depois.
- Use a IA pra ganhar tempo, não pra substituir a produção. Trocar o fundo de uma foto de produto ou ajustar cor é tarefa pra IA. Fotografar o produto continua sendo trabalho de fotógrafo.
- Pense em vídeo vertical desde a gravação. Com o Instagram priorizando Reels, gravar já pensando no formato 9:16 evita recorte forçado depois.
- Guarde o material bruto. Foto e vídeo bem captados servem pra várias peças ao longo do ano, mesmo com ferramentas de edição novas surgindo o tempo todo.
A Aliar Estúdios opera três estúdios no 17º andar do Aquarius Center, no Setor Bueno, para fotógrafos, produtoras e empresas que precisam desse ponto de partida: luz, espaço e equipamento prontos, antes de qualquer edição.
Fontes
- Estado de Minas: Google Pics, edição de foto com IAem.com.br
- Techtudo: Google Pics, concorrente do Canvatechtudo.com.br
- Terra: produção de conteúdo audiovisual em alta no Brasilterra.com.br
- Techtudo: Instagram testa priorizar Reels no Brasiltechtudo.com.br
Informações conferidas em 28/09/2026. Fotos: Aliar Estúdios (Material próprio).
Três estúdios de foto e vídeo no 17º andar do Ed. Aquarius Center, Setor Bueno, Goiânia. Locação por hora para fotógrafos, produtoras e empresas.
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Foto: Aliar Estúdios · Material próprio