Neste artigo (6 partes)
Resumo em 30 segundos
- Uma coluna de consultoria de imagem, republicada em 12 de outubro de 2026 no Diário do Comércio, mostra que a foto de perfil cria uma aparência do cargo antes da entrevista acontecer.
- O IBGE registrou, em 2022, que 53% das pessoas usam a internet como principal meio para procurar trabalho, chegando a 70% entre os jovens de 18 a 24 anos.
- Pesquisadoras de Harvard e da USC encontraram diferença de cerca de 5% no valor cobrado por freelancers, ou até 3 estrelas a mais de nota média, conforme a foto de perfil usada.
- Um estudo publicado no Personality and Social Psychology Bulletin mostra que a primeira impressão numa chamada de vídeo só se iguala à presencial quando a imagem e o som têm boa qualidade.
A imagem decide antes da conversa começar
Quando alguém procura um prestador de serviço, um consultor ou um candidato numa plataforma de trabalho, a primeira informação que recebe quase sempre é um retrato pequeno, ao lado de um nome. Antes de ler o currículo, o portfólio ou a proposta, essa pessoa já formou uma primeira ideia a partir dessa imagem. Uma coluna de consultoria de imagem, republicada em 12 de outubro de 2026 no Diário do Comércio, reuniu dados que mostram o peso real dessa primeira impressão visual na hora de decidir quem contratar.
O que a coluna de imagem mostra
Assinada pelas consultoras Méri Grossi e Olga Barra, a coluna defende que elementos como ambiente, postura e cuidado na apresentação criam o que elas chamam de aparência do cargo, a sensação de que aquela pessoa já exerce a função antes mesmo de qualquer entrevista. Segundo o texto, essa aparência pesa na decisão de quem contrata mesmo entre candidatos com qualificação parecida, e isso vale tanto para quem busca emprego quanto para quem vende um serviço direto a um cliente.
O dado por trás da tela
A coluna cita um número do IBGE de 2022: 53% das pessoas usaram a internet como principal meio para procurar trabalho, percentual que sobe para 70% entre os jovens de 18 a 24 anos. Na prática, isso quer dizer que, para a maior parte de quem procura emprego ou cliente hoje, o primeiro contato não é um aperto de mão, é uma tela.
A mesma coluna traz um estudo das pesquisadoras Isamar Troncoso, da Harvard Business School, e Lan Luo, da USC Marshall, sobre o papel do retrato de perfil em plataformas de trabalho freelancer. O achado citado é direto: profissionais com uma imagem de perfil mais bem avaliada chegaram a cobrar cerca de 5% a mais pelo mesmo serviço, ou receberam até 3 estrelas a mais de nota média dos clientes, mesmo quando o trabalho entregue era equivalente ao de quem usava uma imagem mais fraca.
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Agendar meu ensaioQuando a chamada de vídeo entra na jogada
Uma parte cada vez maior dessas primeiras conversas acontece por chamada de vídeo, não presencialmente. Uma pesquisa publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, conduzida pela psicóloga Lauren Human, da University of British Columbia Okanagan, e divulgada no Brasil pela Fast Company Brasil, comparou a força da primeira impressão formada numa chamada de vídeo com a formada presencialmente.

A conclusão foi que, quando a qualidade de áudio e vídeo é boa, a primeira impressão pelo Zoom chega bem perto da presencial. O problema aparece quando a qualidade cai: segundo a pesquisa, participantes de chamadas com áudio e vídeo ruins avaliaram as mesmas pessoas como menos simpáticas e tiveram mais dificuldade em perceber a personalidade de quem estava do outro lado da tela, mesmo sendo exatamente a mesma pessoa de sempre. O fundo escolhido, a luz do ambiente e o enquadramento da câmera entram nessa conta junto com a conexão de internet.
O que muda na prática para quem vende serviço
Para quem vive de prestar serviço, seja consultor, advogado, médico, corretor ou dono de um pequeno negócio, essas duas informações se somam. A primeira impressão não começa mais só na reunião ou na visita: começa no retrato pequeno do perfil do LinkedIn, na miniatura da plataforma de freelancer, na primeira tela que aparece quando a câmera liga numa chamada.
Isso não significa trocar um retrato de celular mal iluminado por uma imagem artificial, gerada por um aplicativo de inteligência artificial que suaviza o rosto até ele deixar de parecer com a pessoa. O ponto dos dois estudos citados acima é outro: um retrato bem dirigido, com luz, enquadramento e postura coerentes com o trabalho que a pessoa faz, deixou de ser vaidade e virou parte de aparecer pronto para o que vende. É o mesmo raciocínio por trás de um ensaio de posicionamento de imagem, pensado para a área de quem está na frente da câmera, não para um padrão genérico de beleza.
O que esses dados não garantem
Nenhum dos estudos citados aqui diz que uma imagem melhor substitui entrega, preço justo ou competência. O que eles mostram é um efeito, medido em grupos grandes de pessoas, sobre a primeira impressão e sobre o valor que alguém está disposto a pagar antes de testar o serviço. Um retrato bem feito abre a porta com um pouco mais de facilidade. O que acontece depois da porta aberta continua dependendo do trabalho de verdade, da entrega combinada e do preço justo pelo que foi feito.
Fontes
- Diário do Comércio, coluna Imagem & Comportamento S.A, Sua foto de perfil vale um contrato?diariodocomercio.com.br
- Fast Company Brasil, Quer causar boa impressão no Zoom? O segredo é a qualidade do sinalfastcompanybrasil.com
- UCToday, Study: First Impressions Are Just As Strong On Video Calls As In Personuctoday.com
Informações conferidas em 11/10/2026. Fotos: Gabriela Franco Fotografia (Material próprio).
Gabriela Franco, fotógrafa de posicionamento de imagem e cofundadora da Aliar Marketing. Ensaios dirigidos nos três estúdios da casa, no 17º andar do Aquarius Center.
Conhecer Gabriela Franco Fotografia
Foto: Gabriela Franco Fotografia · Material próprio

