Neste artigo (4 partes)
Resumo em 30 segundos
- Em abril de 2025, o rosto de um candidato travou e borrou na tela durante uma entrevista na empresa Pindrop: era um avatar de IA, segundo o Yahoo News.
- Na mesma vaga, de 827 candidaturas recebidas pela Pindrop, cerca de 100 estavam ligadas a identidades fabricadas.
- Cerca de 17% dos gestores de contratação já relataram ter encontrado deepfake em entrevista por vídeo, segundo a reportagem.
- A agência Coda Search/Staffing viu o percentual de empresas que exigem etapa presencial saltar de 5% em 2024 para 30% em 2025.
- Google, Cisco e McKinsey voltaram a marcar ao menos uma rodada presencial nos processos seletivos, segundo o Canaltech.
Em abril de 2025, uma entrevista de emprego na empresa de segurança Pindrop tomou um rumo estranho. O candidato respondia bem às perguntas, mas o cofundador Dawid Moczadło notou algo errado na tela. A cada movimento, o rosto da pessoa travava e as bordas ficavam borradas. Quando pediram para ele colocar a mão na frente do rosto, o candidato ignorou o pedido e seguiu falando. Era um avatar de inteligência artificial, não uma pessoa.
Um problema que cresceu junto com a IA generativa
O caso da Pindrop não é isolado. Segundo a reportagem do Yahoo News que contou essa história, cerca de 17% dos gestores de contratação já relataram ter encontrado candidatos usando deepfake em entrevista por vídeo. Na própria Pindrop, de 827 candidaturas recebidas para uma vaga de desenvolvedor, cerca de 100 estavam ligadas a identidades fabricadas.
No Brasil, o tema chegou às páginas do Canaltech em agosto de 2026. A reportagem descreve recrutadores encontrando avatares que reproduzem voz e rosto de alguém, enquanto quem responde de verdade às perguntas é um sistema de IA. Parte dos candidatos usa esse recurso para disfarçar uma limitação, como o domínio de um idioma. Outra parte tenta esconder uma identidade inteira.
As empresas voltaram a querer ver a pessoa
A resposta de boa parte do mercado foi simples: voltar a olhar no olho. Segundo outra reportagem do Canaltech, Google, Cisco e a consultoria McKinsey passaram a exigir ao menos uma etapa presencial nos processos seletivos, mesmo para vagas que seguem remotas depois da contratação. O CEO do Google, Sundar Pichai, disse em entrevista ao podcast Lex Fridman que a empresa quer "garantir que os requisitos básicos sejam atendidos" com esse encontro presencial.
O site Xataka Brasil também registrou esse movimento. Diante das fraudes em entrevistas virtuais, a solução que mais cresceu foi simplesmente marcar um encontro para conhecer a pessoa pessoalmente. A agência de recrutamento Coda Search/Staffing, citada na reportagem, viu o percentual de empresas que exigem etapa presencial saltar de 5% em 2024 para 30% em 2025.
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Agendar meu ensaioO que isso tem a ver com a sua foto
Esse movimento não é só sobre quem procura emprego. Ele mostra algo mais simples: num momento em que qualquer rosto pode ser gerado, imitado ou disfarçado por IA, uma imagem real, consistente e verificável, vale mais do que valia há pouco tempo.

Isso vale para quem publica currículo e também para quem publica perfil de empresário, consultor ou profissional liberal. A foto do LinkedIn, do site e dos materiais de venda é, na prática, a primeira prova de que existe uma pessoa de verdade por trás do nome. Quando essa imagem muda de estilo a cada post, é genérica de banco de imagem ou parece gerada por IA, ela perde justamente o que mais precisa transmitir agora: que aquela pessoa é real, está ali e pode ser conferida.
Uma imagem não substitui verificação de identidade nem garante que ninguém vai desconfiar de você. Esse não é o papel dela. O papel de uma foto bem feita é mostrar, com coerência, quem está falando: a mesma pessoa, o mesmo padrão de imagem, nos diferentes lugares onde ela se apresenta.
O que muda na prática
Diante desse cenário, alguns cuidados simples ajudam a manter a sua imagem como ativo de confiança, não como mais um ponto de dúvida:
- Use a mesma foto, ou imagens da mesma sessão, no LinkedIn, no site e nos materiais comerciais. Variação demais passa insegurança sobre quem você é.
- Atualize o retrato a cada um ou dois anos. Foto muito antiga também gera estranhamento quando alguém te encontra pessoalmente.
- Evite fotos geradas por IA para te representar em canais profissionais. O ganho de praticidade custa a credibilidade que esse formato pede agora.
- Prefira um ensaio com direção, feito uma vez, a fazer upload de qualquer selfie para parecer mais profissional sem contexto.
Nenhuma dessas medidas evita fraude ou garante confiança automática. Mas, num mercado que está aprendendo a desconfiar de rosto que não se sustenta, uma foto real, bem dirigida e coerente com quem você é, continua sendo parte do que te diferencia.
Se você empreende ou atende clientes em Goiânia e quer uma foto que seja, antes de tudo, você mesmo, o ensaio de posicionamento começa com uma conversa sobre como você já trabalha, não sobre quem você gostaria de parecer.
Fontes
- Yahoo News, How a failed job interview reveals a troubling new trend of AI deepfake workers (14 de abril de 2025)yahoo.com
- Canaltech, Candidatos e recrutadores começam a usar avatares de IA em entrevistas de emprego (10 de agosto de 2026)canaltech.com.br
- Canaltech, Por que empresas de tecnologia estão voltando com entrevistas presenciais (27 de agosto de 2025)canaltech.com.br
- Xataka Brasil, Pessoas continuaram hackeando entrevistas de emprego virtuais com IA; solução: queremos conhecê-lo pessoalmente (14 de agosto de 2025)xataka.com.br
Informações conferidas em 07/10/2026. Fotos: Gabriela Franco Fotografia (Material próprio).
Gabriela Franco, fotógrafa de posicionamento de imagem e cofundadora da Aliar Marketing. Ensaios dirigidos nos três estúdios da casa, no 17º andar do Aquarius Center.
Conhecer Gabriela Franco Fotografia
Foto: Gabriela Franco Fotografia · Material próprio

