Neste artigo (6 partes)
Resumo em 30 segundos
- Hoje acontece o Startup Goiânia, edição local do Circuito Startup, com rodada de negócios em formato de happy hour e crachá de identificação (fonte Startupi).
- Um estudo de 1993 de Nalini Ambady e Robert Rosenthal, de Harvard, mostrou que um vídeo mudo de 2 segundos já bastava pra prever, com alta correlação, a avaliação que um professor receberia depois de um semestre inteiro de aula.
- Num evento de negócios como esse, não existe foto escolhida com calma: a imagem que chega primeiro é a de verdade, ao vivo, sem corte.
- Isso não troca competência por aparência. Troca só o tempo que alguém tem pra te conhecer antes de decidir se continua a conversa.
- O mesmo cuidado que vale pra uma foto de perfil (postura, roupa, olhar) também conta antes da primeira frase numa roda de negócios.
O evento de hoje em Goiânia
Hoje, 16 de outubro de 2026, Goiânia recebe o Startup Goiânia, edição local do Circuito Startup, uma série de eventos pelo Brasil feita pra aproximar empreendedores, investidores e empresas. A programação tem uma rodada de negócios, onde quem empreende conversa direto com investidores e representantes de fundos, e um espaço de networking em formato de happy hour, pensado pra facilitar a conversa entre muita gente ao mesmo tempo. Cada participante recebe um crachá com nome, empresa e categoria, pra circular pelo salão e falar com quem tem interesse parecido.
Não tem tela entre as pessoas. Não tem foto escolhida a dedo, nem legenda pensada com calma antes de publicar. É a imagem real, ao vivo, que chega primeiro.
Quanto tempo alguém leva pra formar uma opinião sobre você
Em 1993, as pesquisadoras Nalini Ambady e Robert Rosenthal, de Harvard, publicaram um estudo que ficou conhecido como “thin slices”, fatias finas de comportamento. Elas mostraram vídeos mudos de professores, com só 2, 5 ou 10 segundos de duração, pra estudantes que nunca tinham visto essas pessoas. Os estudantes davam uma nota pra cada professor, só pela expressão e pela postura, sem ouvir uma palavra.
O resultado chamou atenção da própria Harvard Magazine: a nota que um estudante dava depois de ver só 2 segundos de vídeo mudo tinha correlação alta com a nota que o mesmo professor recebia de verdade, no fim de um semestre inteiro de aula. Em outras palavras, boa parte da impressão que fica já está formada antes de a pessoa abrir a boca.
O que muda numa roda de negócios, não numa tela
Numa rede social, dá pra escolher a melhor foto, esperar a luz certa, revisar a legenda. Numa roda de negócios como a de hoje, isso não existe. A pessoa que você vai conhecer no happy hour forma uma opinião sobre você no tempo de um cumprimento, antes de qualquer caso de sucesso ou proposta comercial.

Isso não quer dizer que dá pra improvisar imagem igual se improvisa conversa. O mesmo cuidado que entra numa sessão de fotos, postura, roupa que combina com o ambiente, olhar firme, também entra numa sala cheia de gente desconhecida. Quem já treinou isso numa frente (num ensaio, numa foto de perfil bem pensada) chega mais seguro na outra (o evento ao vivo), porque já parou pra pensar em como quer ser visto antes de precisar decidir isso na hora.
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Agendar meu ensaioO que isso não quer dizer
Esse tipo de estudo mede correlação entre primeira impressão e avaliação posterior, não garante resultado de negócio. Uma boa imagem não fecha parceria sozinha, e ninguém decide investir numa empresa só pela postura de quem apresenta. O que o estudo de Ambady e Rosenthal mostra é mais estreito: que as pessoas formam uma opinião rápida, muitas vezes antes de ouvir o conteúdo, e que essa opinião tende a se manter. O conteúdo da conversa, o histórico da empresa e a entrega real continuam sendo o que decide qualquer negócio de verdade.
O que fazer antes da próxima roda de negócios
- Escolha a roupa pensando em quem você vai encontrar, não só no que é confortável pra você.
- Chegue um pouco antes do horário, pra não entrar na sala já sem fôlego.
- Prepare uma apresentação de uma frase sobre o que você faz, sem precisar decorar um discurso inteiro.
- Cuide da postura e do aperto de mão tanto quanto cuidaria da pose de uma foto.
- Leve um jeito simples de passar contato (cartão, QR code ou link do WhatsApp), porque boa impressão sem contato salvo se perde na saída do evento.
Depois do evento, o mesmo cuidado continua no perfil
Quem foi no Startup Goiânia hoje provavelmente vai postar uma foto do evento no LinkedIn ou no Instagram nos próximos dias. Essa segunda imagem, a do perfil, volta a valer o mesmo princípio do estudo de Ambady e Rosenthal: quem olhar essa foto também forma uma opinião em poucos segundos, antes de ler a legenda inteira. Fica estranho investir no cumprimento e na postura durante o evento e depois publicar uma foto tirada de qualquer jeito, mal enquadrada, com fundo poluído. O cuidado que vale pro corpo no salão é o mesmo que vale pra imagem que fica depois que o evento termina.
Fontes
- Startupistartupi.com.br
- Harvard Magazine (sobre o estudo de Ambady e Rosenthal, 1993)harvardmagazine.com
- Agendor (aplicação prática da pesquisa em negócios)agendor.com.br
Informações conferidas em 16/10/2026. Fotos: Aliar Estúdios (uso próprio).
Gabriela Franco, fotógrafa de posicionamento de imagem e cofundadora da Aliar Marketing. Ensaios dirigidos nos três estúdios da casa, no 17º andar do Aquarius Center.
Conhecer Gabriela Franco Fotografia
Foto: Aliar Estúdios · uso próprio







