Neste artigo (6 partes)
Resumo em 30 segundos
- Desde 1º de janeiro de 2026 a Meta repassa aos anunciantes brasileiros o PIS/Cofins (9,25%) e o ISS (2,9%) que antes absorvia, um aumento de 12,15% no valor cobrado pelos anúncios.
- Quem paga por cartão de crédito vê os impostos somados na fatura. Quem usa Pix, boleto ou Mercado Pago tem o valor dos impostos descontado do saldo disponível para veicular anúncios.
- A nova CBS (0,9%) e o novo IBS (0,1%) da Reforma Tributária aparecem na nota fiscal só para teste em 2026 e não são cobrados do anunciante.
- Para manter o mesmo volume de anúncios, quem investia R$ 1.000 por mês precisa reservar cerca de R$ 1.138,30 a partir de 2026.
- Segundo o comunicado da própria Meta, o aumento não é falha de configuração nem cobrança indevida. É o repasse de um imposto que a empresa pagava sozinha até 2025.
Quem administra o próprio Meta Ads, ou acompanha o relatório de quem administra para a empresa, já deve ter notado: a fatura do Facebook e do Instagram está vindo com um valor maior do que o orçamento aprovado. Não é erro de cobrança. Desde 1º de janeiro de 2026 a Meta passou a repassar aos anunciantes brasileiros dois impostos que antes pagava sozinha, e o assunto voltou a ser discutido agora, em outubro, porque é quando boa parte das pequenas e médias empresas fecha o orçamento de mídia do mês seguinte.
O que mudou na fatura do Meta Ads
Segundo comunicado da própria Meta enviado aos clientes brasileiros, a partir de 2026 o PIS/Cofins e o ISS, que incidem sobre o serviço de anúncios, passaram a ser cobrados do anunciante dentro do valor da fatura, da nota fiscal eletrônica e do boleto. Até 2025 a Meta absorvia esse custo. A mudança vale para quem é faturado pela Facebook Serviços Online do Brasil Ltda, ou seja, praticamente todo anunciante brasileiro que usa Gerenciador de Anúncios.
Os números por trás do aumento de 12,15%
A conta é direta: PIS/Cofins soma 9,25% e ISS soma 2,9%, o que dá 12,15% a mais sobre o que a empresa já investia em anúncios. No exemplo que a própria Meta usa no comunicado, quem planejava gastar R$ 1.000 em anúncios por mês, pagando por cartão de crédito, precisa reservar um orçamento interno de R$ 1.138,30 para manter o mesmo volume de veiculação.
| Item | Percentual |
|---|---|
| PIS/Cofins | 9,25% |
| ISS | 2,9% |
| Aumento total repassado | 12,15% |
O teste da CBS e do IBS ainda não pesa no bolso
Há uma segunda mudança na mesma fatura, mas que não deve ser confundida com a primeira. A Reforma Tributária criou a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), com alíquotas iniciais de 0,9% e 0,1%, somando 1%. Esse 1% aparece na nota fiscal só para fins de teste, como parte da implementação gradual da reforma, e a Meta informou que não será repassado ao valor total cobrado do anunciante em 2026.
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Falar no WhatsAppComo o aumento aparece no cartão, no Pix e no boleto
A forma de pagamento muda o efeito prático do repasse.
- Cartão de crédito (pós-pago): o valor cobrado passa a incluir o gasto com anúncios mais os impostos. O Gerenciador de Anúncios continua mostrando só o valor líquido investido em mídia, então quem olha apenas o painel não vê o custo real.
- Pix, boleto pré-pago e Mercado Pago: o valor pago já inclui os impostos. Isso significa que, de um depósito de R$ 1.000, cerca de R$ 878,50 ficam disponíveis para veicular anúncios e o restante cobre PIS/Cofins e ISS.
Como recalcular o orçamento de tráfego pago sem perder alcance
Para quem gere o próprio orçamento ou acompanha de perto a verba de mídia, o ajuste é simples de calcular, mas fácil de esquecer no dia a dia.

- Separe o valor que realmente quer investir em veiculação, sem contar os impostos.
- Multiplique esse valor por 1,1215 para saber o orçamento interno total necessário no cartão de crédito.
- Em pagamentos por Pix ou boleto, lembre que cerca de 12,15% do depósito vira imposto e não vira anúncio.
- Atualize o limite diário de gastos no Gerenciador de Anúncios considerando essa diferença, para a campanha não parar no meio do mês por falta de saldo.
- Avise quem cuida do financeiro da empresa, porque o valor da nota fiscal agora é maior do que o valor investido em mídia.
O que isso significa para quem é pequena ou média empresa
Para negócios que investem valores menores em tráfego pago, um aumento de 12,15% pesa mais no orçamento mensal do que para quem tem verba maior para diluir o custo. Não há nada a configurar ou corrigir na conta de anúncios: é uma mudança de cobrança da própria plataforma, válida para todo anunciante brasileiro. O caminho que resta é o de sempre, mas agora com menos margem de erro: acompanhar o custo por resultado com atenção redobrada, revisar criativos e públicos com mais frequência, e tratar o orçamento de outubro já com o valor corrigido, para não ter surpresa na fatura.
Fontes
- Comunicado oficial da Meta (LATAM Meta Finance Team) aos anunciantes brasileirosreformatributaria.com
- TI Inside, "Meta repassará impostos sobre anúncios no Brasil a partir de 2026"tiinside.com.br
- Leandro Telles, "Meta Ads começou a cobrar 12% de impostos. Mas como isso funciona na prática?"leandrotelles.com.br
- Spiner, "Impostos no Meta Ads 2026: guia completo para anunciantes"spiner.com.br
Informações conferidas em 01/10/2026. Fotos: Mike MacKenzie (CC BY 2.0); Steve Buissinne (CC0 1.0).
Posicionamento de imagem, audiovisual e tráfego pago para pequenas e médias empresas. Produtora e 3 estúdios próprios no 17º andar do Aquarius Center, em Goiânia.
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