Neste artigo (7 partes)
Resumo em 30 segundos
- Em 6 de outubro de 2026, a Ancine publicou o despacho 139-E, com 73 projetos audiovisuais autorizados a captar recursos.
- Os limites somam R$ 256.754.254,63. O maior teto é de R$ 25 milhões, do projeto Achillina.
- Autorizar captação não é pagamento do governo. O dinheiro vem de incentivo fiscal ou do FSA, quando o investidor decide aplicar.
- O despacho não abre edital. Para quem grava em Goiânia, o efeito é indireto.
- Vídeo de empresa e Reels dependem de luz, áudio e fundo controlados, com ou sem edital.
Nesta terça-feira, 6 de outubro, a Ancine publicou o despacho nº 139-E, assinado no dia anterior. Ele reúne 73 projetos audiovisuais autorizados a buscar recursos, com limites de captação que somam R$ 256.754.254,63. O maior teto é de R$ 25 milhões, do projeto Achillina.
Quem acompanha o setor costuma ler esse tipo de despacho com pressa, porque o número grande chama atenção. Vale separar o que o documento diz do que ele não diz.
O que a autorização significa
Autorização para captar não é dinheiro entregue pelo governo. O projeto recebe permissão para procurar investidores. Pela Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/1993), empresas podem investir na produção e abater o valor do Imposto de Renda. O Tempo explicou esse mecanismo em agosto, ao tratar de outro despacho da Ancine. Por isso, o número de R$ 256 milhões mostra o teto que os projetos podem buscar, e não o que já foi gasto.
O despacho também autoriza captação pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que é o fundo público do setor.
Como funciona a captação, em termos simples
Um projeto audiovisual que quer captar recursos precisa de uma autorização da Ancine antes de procurar investidor. Essa autorização tem um teto, que é o valor máximo que o projeto pode buscar. O teto não é o orçamento final, e o projeto pode captar menos do que o autorizado.

Na prática, a pergunta que quem produz deve fazer não é quanto o projeto vai captar, e sim quem vai pagar a conta e em que prazo. Os prazos de captação aparecem no próprio despacho e variam de projeto para projeto.
O que muda para quem grava em Goiânia
O despacho não abre edital nem inscrição. Para um estúdio ou uma produtora de Goiânia, o efeito é indireto. Produção de porte maior, em qualquer praça, costuma movimentar equipe, equipamento e serviço de apoio. Isso é mercado, mas não é contrato. Ninguém ganha trabalho por causa de um despacho.
Quem quer captar pelo FSA em Goiás tem outra janela. Os editais estaduais de R$ 30 milhões abrem inscrições a partir de 8 de outubro. Explicamos o que fica de fora deles neste post: R$ 30 mi para audiovisual em Goiás: o que sobra para quem grava.
Três coisas para quem produz
- Leia o despacho antes de falar em captação. O prazo e a modalidade mudam de projeto para projeto.
- Vídeo de empresa, Reels e depoimento não dependem de edital. Eles dependem de luz constante, áudio limpo e fundo sem distração.
- Quando o trabalho pede cenário e luz controlados, um estúdio por hora permite gravar sem montar set do zero. Veja os horários e as opções de locação.
Vai gravar ou fotografar?Três estúdios no 17º andar do Aquarius Center, a partir de R$ 120 a hora.
Ver horários no WhatsAppOnde isso se encaixa no setor
A Agenda Regulatória 2026/2027 da Ancine tem 23 ações divididas entre regulação, fomento e fiscalização, segundo a própria agência. Ela mostra para onde o setor está indo. Não muda as regras deste despacho, que segue o que já existe na Lei do Audiovisual e no FSA.
O que a agenda da Ancine diz sobre o futuro
A agenda foi aprovada depois de consulta pública que recebeu 1.754 contribuições. A própria Ancine diz que ela reúne temas regulatórios considerados relevantes pelas áreas técnicas. Para quem produz, a leitura útil é simples: a agência está olhando para o setor como um todo, e não só para o cinema. A agenda inclui temas como regulação de vídeo sob demanda, o que mostra que a produção para plataformas entra na pauta.
Se a sua produção é de empresa, de conteúdo para redes ou de institucional, a regra do dia a dia não muda com esse despacho. O que muda é a conversa com o cliente, que passa a perguntar mais sobre acabamento, padronização entre vídeos e o que a produção entrega de fato.
O que observar nas próximas semanas
- Os editais de Goiás abrem inscrições em 8 de outubro. Vale ler as regras de sede e registro antes de montar a equipe.
- A agenda regulatória segue em andamento. Mudanças de regra costumam aparecer em consulta pública antes de virar norma.
A nossa leitura é que o mercado de produção continua dependendo do básico. Luz, som e enquadramento seguem valendo, com ou sem captação.
Fontes
- Atlas Público: Ancine autoriza captação de R$ 256,7 milhões para 73 projetos (06/10/2026)atlaspublico.com.br
- Gov.br (Ancine): Agenda Regulatória 2026/2027 (publicada em 30/03/2026)gov.br
- O Tempo: Ancine autoriza captação de recursos para quatro projetos audiovisuais (10/08/2026)otempo.com.br
Informações conferidas em 06/10/2026. Fotos: Aliar Estúdios (Foto própria).
Três estúdios de foto e vídeo no 17º andar do Ed. Aquarius Center, Setor Bueno, Goiânia. Locação por hora para fotógrafos, produtoras e empresas.
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