Neste artigo (5 partes)
Resumo em 30 segundos
- A São Paulo Fashion Week N61 começa amanhã, 13 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, com 24 desfiles previstos até o dia 18.
- Um estudo da USC Marshall, publicado no INFORMS Information Systems Research com mais de 43 mil formados em MBA, encontrou 52,4% mais chance de cargo de prestígio 15 anos depois da formatura entre os mais bem avaliados em aparência.
- O mesmo estudo mediu um prêmio salarial de até 5.528 dólares por ano, cerca de 32 mil reais, entre os 10% mais bem avaliados.
- A pesquisa Tendências 2026 da Catho, com 9.038 profissionais, liga a evolução de carreira à visibilidade e à marca pessoal, além da entrega de resultado.
- Nenhuma pesquisa citada garante resultado individual: os números descrevem uma tendência de grupo, não uma promessa para quem lê o texto.
Enquanto a moda ocupa a passarela, a imagem ocupa a carreira
Amanhã, 13 de outubro, começa a São Paulo Fashion Week N61, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, com 24 desfiles previstos até o dia 18. Enquanto a semana de moda movimenta vitrine, imprensa e redes sociais, outro tipo de imagem trabalha nos bastidores da carreira de quem não desfila em passarela nenhuma: o retrato que representa um profissional no LinkedIn, no site da própria empresa ou na primeira chamada de vídeo com um cliente novo.
A moda, como negócio, vive de vender uma ideia de aparência. Fora das passarelas, a mesma lógica aparece numa escala bem menor e mais discreta: a de quem precisa decidir, todo dia, com que imagem vai aparecer para um cliente, um recrutador ou uma banca de negócio, mesmo sem nenhuma relação com o mercado da moda.
A pergunta por trás dessa semana de moda, pensando em quem não está nesse circuito, é outra: o quanto a própria aparência profissional pesa numa decisão de contratação, promoção ou fechamento de negócio. Duas pesquisas recentes tentam responder a isso com números, não com opinião.
O que a pesquisa da USC Marshall encontrou
Um estudo publicado no periódico INFORMS Information Systems Research, conduzido por Nikhil Malik, da University of Southern California, acompanhou mais de 43 mil formados em MBA ao longo da carreira, cruzando avaliação de aparência em fotos com o cargo ocupado anos depois. O achado central: quem foi avaliado como mais atraente nas fotos analisadas teve 52,4% mais chance de ocupar um cargo de prestígio 15 anos depois da formatura.
O mesmo estudo mediu um prêmio salarial de até 2.508 dólares por ano para esse grupo, chegando a 5.528 dólares por ano entre os 10% mais bem avaliados, algo perto de 32 mil reais ao ano na conversão usada pela reportagem que divulgou os dados. A pesquisa também mostra que o efeito varia por área: cargos que dependem de interação direta com cliente ou equipe, como gestão e consultoria, concentram o maior peso da aparência, enquanto áreas mais técnicas, como tecnologia da informação e engenharia, mostram um efeito bem menor.
Visibilidade pesa tanto quanto entrega, segundo a Catho
A pesquisa Tendências 2026, feita pela Catho com 9.038 profissionais de todo o Brasil, aponta um deslocamento parecido dentro das empresas. Evoluir de cargo deixou de depender só de entregar resultado: mais de 40% dos profissionais ouvidos já pretendem trocar de emprego em 2026, e boa parte desse grupo aponta visibilidade estratégica e marca pessoal, ao lado de plano de carreira e qualidade de vida, como fatores que pesam nessa decisão.
Na prática, isso quer dizer que entregar bem o trabalho continua sendo a base, mas deixou de ser suficiente sozinho. Quem se posiciona, aparece e constrói uma imagem coerente com a função que exerce soma um fator a mais numa conta que, segundo a própria pesquisa, já não depende só de competência técnica.
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Agendar meu ensaioO que isso muda pra quem fotografa a própria imagem
Nenhuma dessas pesquisas diz que uma boa foto substitui competência, nem que basta agendar um ensaio para mudar de cargo. O que elas mostram é que a forma como um profissional aparece, num retrato, numa chamada de vídeo ou num perfil de rede social, já faz parte da primeira impressão que empresas e clientes formam antes de qualquer entrega acontecer.
Um retrato dirigido, pensado para a área de quem está na frente da câmera, é uma das poucas partes dessa equação que o próprio profissional consegue controlar diretamente, ao lado do cuidado com postura, roupa e ambiente. É esse o raciocínio por trás de um ensaio de posicionamento de imagem: não maquiar quem a pessoa é, e sim mostrar, com luz e direção de pose, a área em que ela já atua. Em Goiânia, esse tipo de sessão costuma acontecer em estúdio, justamente para dar esse controle sobre luz, fundo e enquadramento que uma foto tirada no meio do expediente não tem.
O que fica de fora dessa conta
Os números citados aqui vêm de pesquisas com milhares de pessoas e descrevem uma tendência de grupo, não uma garantia individual para quem lê este texto. Nenhuma foto substitui qualificação, preço justo ou a entrega combinada com o cliente. O que esses dados mostram é que a imagem profissional deixou de ser vaidade e virou um dos detalhes que compõem a decisão de quem contrata, ao lado de tudo o que vem depois da primeira impressão.

Fontes
- Canaltech, Pessoas bonitas tendem a ter salários mais altos e cargos de prestígiocanaltech.com.br
- Elle Brasil, São Paulo Fashion Week N61 tem data e marcas confirmadaselle.com.br
- Viva, Evolução na carreira vai além de promoção e aumento salarial, diz pesquisaviva.com.br
Informações conferidas em 12/10/2026. Fotos: Gabriela Franco Fotografia (Material próprio).
Gabriela Franco, fotógrafa de posicionamento de imagem e cofundadora da Aliar Marketing. Ensaios dirigidos nos três estúdios da casa, no 17º andar do Aquarius Center.
Conhecer Gabriela Franco Fotografia
Foto: Gabriela Franco Fotografia · Material próprio

