Google Shopping: nova regra de foto de produto
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Google Shopping: nova regra de foto de produto para sua empresa

O Google Merchant Center passou a aceitar fotos de produto com borrão, pixelação ou baixa resolução: elas não travam mais o anúncio no Shopping nem na listagem gratuita. Mas duas coisas continuam travando: a foto abaixo de 500 por 500 pixels (regra obrigatória a partir de 31 de janeiro de 2027) e a foto com preço, chamada para ação ou selo de promoção desenhado em cima da imagem. Para quem vende produto com foto tirada no celular, a mudança tira um medo, mas não tira a exigência de tamanho.

ALPor Aliar Marketing11 de outubro de 20264 min de leitura
Estúdio montado para fotografar produto, com três softboxes de luz ao redor de uma mesa redonda brancaFoto: Hubertl · CC BY-SA 4.0
Neste artigo (5 partes)
  1. O que o Google mudou
  2. O que ainda derruba o anúncio
  3. O que muda para a pequena empresa
  4. O que fazer esta semana
  5. Vale lembrar

Resumo em 30 segundos

  • Desde 11 de outubro de 2026, foto de produto borrada, pixelada ou de baixa resolução não derruba mais o anúncio no Google Shopping nem na listagem gratuita.
  • Continuam derrubando o anúncio: imagem abaixo de 500 por 500 pixels (obrigatório a partir de 31 de janeiro de 2027) e foto com preço ou texto de promoção desenhado em cima.
  • O aviso de tamanho mínimo já está ativo no Merchant Center desde agosto de 2026, sem prazo extra depois de 31 de janeiro de 2027.
  • Quem vende produto com foto tirada no celular ganha folga na qualidade, mas ainda precisa medir o tamanho do arquivo e tirar texto de cima da imagem.
  • Foto de boa qualidade continua gerando mais clique, mesmo sem ser mais exigência obrigatória.

O que o Google mudou

No dia 11 de outubro de 2026, o Google atualizou a central de ajuda do Merchant Center, a ferramenta que alimenta o Google Shopping e as listagens gratuitas de produto na busca. A mudança é direta: uma foto de produto com baixa qualidade, ou seja, borrada, pixelada ou de resolução baixa, não derruba mais o anúncio. O próprio texto oficial do Google diz que o produto "vai continuar aparecendo nos anúncios e nas listagens gratuitas" mesmo com esse tipo de imagem. Até aqui, uma loja que subia uma foto tirada às pressas, sem tripé e sem luz boa, corria o risco de ver o produto reprovado só por isso.

O que ainda derruba o anúncio

A folga não é geral. Duas coisas continuam travando o produto, e vale conhecer as duas antes de comemorar:

  • Tamanho da imagem. O Google exige no mínimo 500 por 500 pixels. Esse aviso já aparece no Merchant Center desde agosto de 2026, e a reprovação automática de quem não ajustar começa em 31 de janeiro de 2027, sem prazo extra depois disso.
  • Texto ou selo em cima da foto. Preço, chamada para ação, prazo de frete ou qualquer palavra de promoção desenhada por cima da imagem do produto segue proibido e reprova o anúncio, independente da nitidez da foto.

Ou seja, o Google separou dois problemas que antes pesavam juntos. Qualidade de câmera deixou de ser motivo de reprovação. Tamanho de arquivo e imagem poluída com texto continuam sendo.

Isso tem uma lógica por trás. Blur, pixelação e resolução baixa dependem do aparelho que tirou a foto e da luz do momento, algo que a loja não controla direito todo dia. Já o tamanho do arquivo e o texto desenhado em cima da imagem são escolhas de quem publicou o anúncio, dá para corrigir sem comprar equipamento novo. O Google está deixando de penalizar o que é mais difícil de evitar e mantendo a régua no que depende só de atenção na hora de subir o produto.

O que muda para a pequena empresa

Pense numa loja de roupas de bairro que também vende pelo Google Shopping. O dono fotografa as peças novas com o celular, no provador mesmo, porque não tem orçamento para um dia de estúdio toda semana. Antes dessa mudança, uma foto um pouco tremida podia ser sinalizada como "baixa qualidade" e o produto parava de aparecer até a imagem ser trocada. Agora essa foto continua no ar. O ponto de atenção passa a ser outro: o celular precisa tirar a foto em resolução alta o suficiente para passar de 500 por 500 pixels (a grande maioria dos celulares atuais já entrega isso sem esforço), e a foto não pode ter o preço ou um "só hoje" escrito em cima da peça, isso tem que ir na descrição do produto, não na imagem.

Outro ângulo do mesmo estúdio de fotografia de produto, com câmera em tripé apontada para a mesa de still
Montagem simples de luz e still: tamanho e nitidez da foto pesam mais no Google Shopping do que o equipamento usado.Foto: Hubertl · CC BY-SA 4.0

O mesmo vale para uma pequena indústria que vende peças ou insumos direto para outras empresas, ou para um prestador que também comercializa produto físico, como um salão que vende os próprios cosméticos. A barreira da foto "amadora" caiu. A barreira do arquivo pequeno e da imagem com propaganda escrita continua de pé.

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O que fazer esta semana

  1. Entre no Google Merchant Center e abra o painel de diagnóstico de produtos: veja se ainda existe algum aviso antigo de "baixa qualidade de imagem" parado ali.
  2. Meça as fotos que já estão no ar. Qualquer imagem abaixo de 500 por 500 pixels precisa ser trocada antes de 31 de janeiro de 2027, e quanto antes, melhor, porque o aviso já está ativo desde agosto.
  3. Revise se alguma foto de produto tem preço, selo de desconto ou texto de promoção desenhado em cima da imagem. Se tiver, mova essa informação para o campo de descrição ou para o título do produto.
  4. Se a empresa ainda não tem conta no Merchant Center e vende produto físico, vale avaliar se o Google Shopping faz sentido como canal, ao lado do que já roda em tráfego pago.
  5. Não é preciso contratar um estúdio para seguir essa regra. Uma foto nítida, bem iluminada e no tamanho certo, tirada com o celular numa mesa perto da janela, já resolve a maior parte dos casos.

Vale lembrar

Essa flexibilização de qualidade não é um sinal para fotografar qualquer coisa de qualquer jeito. O próprio Google diz, na mesma página, que imagem de boa qualidade continua se relacionando com mais clique e mais engajamento do comprador. A regra nova tira uma barreira de entrada, não tira a vantagem de caprichar na foto.

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Aliar Marketing

Posicionamento de imagem, audiovisual e tráfego pago para pequenas e médias empresas. Produtora e 3 estúdios próprios no 17º andar do Aquarius Center, em Goiânia.

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