Meta adia para 20/11 a regra de IA nos anúncios
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Meta adia para 20/11 a regra de IA nos anúncios da sua empresa

A Meta adiou os termos que tornam o anunciante responsável pela IA nos anúncios, de 30/10 para 20/11. O product browsing, porém, liga em 28/10. Veja o que a pequena empresa deve conferir esta semana.

ALPor Aliar Marketing25 de outubro de 20264 min de leitura
Entrada do complexo da sede da Meta, com o logotipo da empresa, em Menlo Park, na CalifórniaFoto: LPS.1 · CC0
Neste artigo (3 partes)
  1. A notícia: a Meta adiou, mas a regra de IA nos anúncios continua
  2. O que muda para o dono da pequena ou média empresa
  3. O que fazer esta semana

Resumo em 30 segundos

  • Em 23/10/2026, a Meta adiou de 30/10 para 20/11 seus novos Termos Comerciais e Termos de Anúncios, segundo o PPC Land.
  • A nova seção de IA torna o anunciante “único responsável” pelo que a IA da Meta cria ou altera nos anúncios, inclusive recursos que a própria Meta ligou.
  • O product browsing não foi adiado: liga em 28/10 nos anúncios existentes que não o tiverem desativado.
  • Desligue ou revise, anúncio por anúncio, as melhorias do Advantage+ antes de 28/10.
  • Não há recusa parcial: continuar usando a Meta para anunciar após o aviso conta como aceitação.

A notícia: a Meta adiou, mas a regra de IA nos anúncios continua

Na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a Meta adiou de 30 de outubro para 20 de novembro a data em que passam a valer seus Termos Comerciais e os Termos de Anúncios revisados. A confirmação veio de um porta-voz da empresa, segundo o PPC Land. Segundo a mesma matéria, a Meta justificou o prazo extra para “explicar aos nossos parceiros e stakeholders o que está mudando e o que não está”. No sábado, 24, o PPC Land noticiou que editores de notícias europeus pediram à Comissão Europeia que barre as regras antes de 20 de novembro.

O ponto que interessa a quem anuncia é a nova seção “Recursos de IA” (AI Features). Pelo texto, o anunciante passa a ser “único responsável” (solely responsible) pelo que a inteligência artificial da Meta criar ou alterar nos anúncios, inclusive recursos que a própria Meta ligou. Antes, a responsabilidade valia só para quem escolhia usar as ferramentas de IA. A própria seção admite que esses recursos “podem cometer erros” e “nem sempre produzir resultados precisos, completos ou adequados”. O adiamento não mudou esse texto.

Há ainda uma data que não foi adiada: 28 de outubro, quarta-feira. Segundo o PPC Land, a Meta vai ligar o “product browsing” nos anúncios existentes do Facebook e do Instagram que não tiverem desativado a opção. É uma página dentro do aplicativo, aberta ao tocar no anúncio, que mostra produtos e sugestões em vez de levar a pessoa direto ao seu site. A Meta diz que os anunciantes tiveram, em média, 3% mais conversões num teste de agosto com cerca de 117,7 mil anunciantes, mas o PPC Land observa que a métrica e o grupo de comparação não foram divulgados.

O que muda para o dono da pequena ou média empresa

Imagine uma loja de roupas em Goiânia que impulsiona fotos do catálogo no Instagram. Com a regra de IA, a Meta pode acrescentar links, traduzir o texto ou gerar imagens a partir das fotos da loja. O caso citado pela Adweek é o da livraria Bookshop.org: segundo a empresa, uma atualização automática da conta a incluiu num recurso de IA generativa, e uma ilustração que ninguém da equipe fez apareceu em um anúncio. A livraria desligou todos os recursos de IA de anúncios da Meta depois disso.

Estúdio de fotografia e vídeo da Aliar Marketing, com iluminação e cenário, em Goiânia
Quando a imagem do anúncio é produzida pela própria empresa, ela decide o que vai ao ar. Estúdio da Aliar, no 17º andar do Aquarius Center, em Goiânia.Foto: Aliar Marketing · uso próprio

Para uma clínica ou um prestador de serviço, o risco é maior. Uma imagem gerada que sugira um resultado que o negócio não entrega, ou um texto que prometa o que a categoria não pode prometer, passa a ser problema do anunciante. A Meta não respondeu à Adweek se o anunciante responde por um recurso que nunca ativou, e o limite de responsabilidade da Meta segue sendo o maior valor entre 100 dólares e o que o anunciante pagou nos 12 meses anteriores. Isso vem da leitura do PPC Land, que não conseguiu abrir o texto integral dos termos. Por isso, trate como alerta, não como parecer jurídico.

Também não existe recusa parcial: segundo o PPC Land, continuar usando os produtos da Meta para fins comerciais depois do aviso conta como aceitação. Quem anuncia precisa, portanto, controlar o que está ligado na própria conta.

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O que fazer esta semana

  1. Até terça-feira, 27 de outubro: entre no Gerenciador de Anúncios e procure, em cada anúncio ativo, a área de melhorias criativas do Advantage+ (Advantage+ Creative and Destination). O PPC Land informa que o controle por anúncio é o caminho confirmado para desligar o product browsing. O botão “Opt out” do aviso também existe, mas a fonte não esclarece se vale para uma conta ou para todas.
  2. Revise cada melhoria de IA, uma a uma. Segundo a agência Exverus, citada pela Adweek, muitas opções ficam em menus recolhidos e as melhorias continuam valendo se não forem desmarcadas manualmente.
  3. Decida o que fica ligado. Se o seu anúncio fala de preço, prazo ou regra de conselho profissional, desligue o que reescreve texto ou gera imagem. Se é um catálogo simples, teste um recurso por vez e anote a data.
  4. Confira em nome de quem está a conta de anúncios. Ela precisa estar no nome da sua empresa, e quem a gerencia precisa mandar um relatório com o que foi alterado.
  5. Marque 20 de novembro na agenda, uma semana antes da Black Friday (27 de novembro), para conferir se os termos entraram em vigor do jeito anunciado.

Se você é dono de empresa em Goiânia e quer ajuda para revisar essa conta, a Aliar Marketing conversa pelo WhatsApp, sem compromisso. Veja também como funciona a gestão de tráfego pago e o que um bom relatório de tráfego pago precisa mostrar.

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Posicionamento de imagem, audiovisual e tráfego pago para pequenas e médias empresas. Produtora e 3 estúdios próprios no 17º andar do Aquarius Center, em Goiânia.

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